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Meus livrinhos relaxantes ❤

Alguns dias são mais difíceis que outros e como fazer para não deixar a tristeza, angústia ou ansiedade te consumir?

• Auto-conhecimento. É preciso perceber seus gatilhos e respeitá-los, conhecer suas limitações e enfrentá-las, buscar o que te faz bem adaptando o que for possível para estar feliz.

• Otimismo. Ser positivo muitas vezes é difícil mas como não ser diante do caos que estamos vivendo? Isso engloba ter fé (não estou falando de religião…), ter fé em si, nas pessoas e na natureza. Ser resiliente também é ser persistente. Seja!

• Paciência. Ser paciente é um desafio para mim, ainda mais se estou na TPM (hehe). Mas já percebeu que ser paciente é ter força? Respirar fundo e se permitir estar triste um dia, e se afogar num pote de sorvete não faz mal, e tá tudo bem fazer isso… UM dia.

E quando a leitura, algo que você mais ama está te afetando? Pois bem, vamos à minha história… Passei alguns meses sem ler basicamente nada e estou me sentindo perdida, inclusive a minha leitura está demorada e isso me irrita. Mas tenho que seguir meus próprios conselhos, certo? 🙂

Eu estou lendo um calhamaço e tenho dificuldade sim. O que eu faço quando não está fluindo?

• Liberdade. Há algo melhor do que ser livre e ter a possibilidade de fazer escolhas em um mundo cheio de opções?

Eu não vou forçar nada. Tudo tem que fluir como a água de um rio, compreendendo nosso próprio tempo e ritmo e usando de alternativas para o refúgio.

• Refúgio. Pode ser qualquer coisa. No meu caso é a escrita, mas e quando tenho bloqueio criativo? Vou para a leitura. Mas e quando não consigo focar? Vou para a música. E por aí vai.

Aonde eu quero chegar com esse post? Bom, é um desabafo mas também um alento para mim e quem mais precisar. Como estamos falando de leitura por aqui, afinal, sou uma blogueira literária, decidi indicar livros de poesia para momentos de tensão e tristeza. Leituras rápidas e curtas me ajudam a não exigir de mim mais do que eu devo. E assim vou seguindo… ✨

E você? Gosta de livros de poesias? Qual seu refúgio para os dias “trevosos”?

Boas leituras! 📖

Resenha #5 – Confesse

LIVRO: Confesse
AUTOR: Colleen Hoover
EDITORA: Galera Record
FORMATO: Físico
NOTA: ★★★

Confesse

Auburn Mason Reed… Eu esperava mais de você, menina!

Escolhi um livro aleatório da Colleen Hoover, fiquei interessada após ver tantas pessoas falando da autora. Se o hype prejudicou minha leitura? Não sei, talvez tenha criado expectativas demais e talvez os fãs de #CoHo me odiarão por avaliá-la com três estrelas mas sim, eu esperava mais!

Tudo começa no contexto da protagonista, ainda adolescente, se despedindo do seu namorado, Adam que estava à beira da morte. Bem drama adolescente de “meu primeiro e único amor”, but not… Passaram-se cinco anos e é aí que a história de Auburn é retratada. Ela se muda de Portland para o Texas e sem alguma razão aparente ela é submissa à ex-sogra, Lydia, mãe de Adam.

Um dia saindo de seu trabalho, Auburn passa por um ateliê de arte, o ateliê de Owen e aí eu gostei mais um pouquinho. Que ideia incrível de fazer arte através das confissões das pessoas, hein, CoHo? E sim, era exatamente assim que Owen Gentry se inspirava para seus quadros. Ele só abria sua galeria uma vez no mês e vendia praticamente todos os seus quadros. Inclusive, ao final do livro tem alguns exemplos de como seriam esses quadros se fossem reais e olha, belíssimos.

Mas voltando, a história retrata a intensa paixão de Auburn e Owen, que se conhecem quando ele a contrata para ajudá-lo na sua noite de vendas no ateliê. A atração foi instantânea e o romance, apesar de ser clichê, é bem representado pela ótima escrita de Colleen, sim fãs! A escrita dela é ótima!

Porém, percebo que as questões demoram um pouco para acontecerem, e o livro se estende mais do que o necessário. Talvez alguns segredos poderiam ter sido revelados antes. Sem muito spoiler, quando o primeiro segredo é revelado, eu não consegui parar de ler. Virei a noite para finalizar esse livro porquê eu queria saber qual era a conexão de Auburn e Owen, que também ligava Adam.

#Spoiler

E aí que veio a decepção… Eu esperava mais… Esperava um drama maior! haha Algo do tipo: “após Owen sofrer o acidente que levou sua mãe e irmão a falecerem, ele poderia ter sido hospitalizado e precisado de um transplante de coração e Adam ao falecer, ter doado o coração para ele.” Oh que legal? MAS NÃO! A conexão simplesmente era que através de Owen, Adam e Auburn puderam se despedir pela última (e milésima) vez, visto que o irmão de Adam, Trey, era um babaca e não queria deixá-los mais tempo juntos. E isso inspirou Owen a pintar o primeiro quadro, que ele deu para Adam e que optou por enviar para Auburn como se fosse dele. Bleh. Posso ter delirado nessa minha ideia dramática de transplante de órgão mas haha definitivamente eu esperava mais!

Sem mais delongas, calmem, calmem, calmem! Darei mais chances para Colleen Hoover! Algum livro da autora com mais emoção! haha Qual sugerem?

Comenta aí! 🙂

E até a próxima resenha!

De todos os erros que cometi…

Eu me perdi.

Eu me perdi para me encontrar.

Eu me perdi em um vale de tristeza e ganância para poder me encontrar em uma imensidão de sonhos honrosos.

Você deve estar se perguntando “O quê será que aconteceu com ela?”. Pronome “Ela”. E assim que fui chamada por alguns meses em meio a esse caos do ano de 2020. Nunca pelo meu nome, nunca falando diretamente comigo, nunca me reconhecendo, somente me desvalorizando. Para muitos “Ela” lembra aquela linda música da Julia Roberts em “Um Lugar Chamado Notting Hill”, mas nos meus pensamentos e recordações eu só lembro de como eu fui chamada, são lembranças que veem a minha mente e me provocam espasmos.

Esse ano todo eu percebi o quão adaptável eu sou à situações diversas mas também o quanto exigente estou quando se trata da minha saúde mental. Perdi um emprego no início do ano em meio à Pandemia, tive um prejuízo de R$ 5.000,00 ao optar vender meu computador para fazer uma reserva e pude perceber que nos meses que fiquei em casa, eu me reinventei. Reativei minha loja virtual e sim, recuperei tudo, financeiramente e emocionalmente falando.

Até que meado do ano resolvi voltar a escrever, ler e me aprofundar nesse universo literário. Parece que tinha me encontrado! E foi belíssimo ver, mesmo que com passos de formiguinhas, como o Escritas & Tal estava se desenvolvendo. E me dói olhar para trás e perceber que errei.

Erramos sempre, certo? Errar é humano. Mas me dói reconhecer que deixei meu sonho de me aperfeiçoar na escrita, na leitura e na literatura, por um empreguinho que só pagava as minhas contas e não me realizava em nada, absolutamente NADA. Ainda mais, que sugava TODA minha energia e tempo que mal podia me dedicar ao meu blog/instagram literário.

De todos os erros que cometi, desistir do meu sonho para pagar alguns boletos foi o pior. Eu já errei com amigos e amigas, namorados, família e comigo mesmo. Mas dessa vez eu interrompi um projeto embrionário que talvez eu tenha que começar do zero para recuperar. Para me recuperar. E recuperar nosso eixo não é um caminho fácil, e eu sei que acabei fora dele.

Talvez eu escreva mais sobre o que realmente aconteceu. Talvez sobre o que é assédio moral e abuso de poder, ou até ambiente de trabalho tóxico, o que nada tem a ver com o blog. Mas talvez eu conte reconquistando a minha escrita e voltando aos poucos a me aprimorar, não de onde parei, mas do começo de onde todos nós recomeçamos quando atingimos o fundo do poço. Lugar onde dessa vez não estive, mas que se continuasse e insistisse em algo que não era para mim, era onde eu ia chegar.

E agora? Agora é recuperar a inspiração, a criatividade e focar na superação, voltando a trilhar o caminho que eu tanto quero seguir, sabendo que irei me reinventar quantas vezes forem necessárias. Sem deixar meu maior objetivo de vida, que é continuar escrevendo, de lado.

Eu desabrochei.

Eu desabrochei para (re) florescer.

Eu desabrochei em meio à tanta pressão para poder florescer diante de tantas ideias e perspectivas que me rondavam.