❋ ραrα ∂iαs вσทs є rυiทs •

Meus livrinhos relaxantes ❤

Alguns dias são mais difíceis que outros e como fazer para não deixar a tristeza, angústia ou ansiedade te consumir?

• Auto-conhecimento. É preciso perceber seus gatilhos e respeitá-los, conhecer suas limitações e enfrentá-las, buscar o que te faz bem adaptando o que for possível para estar feliz.

• Otimismo. Ser positivo muitas vezes é difícil mas como não ser diante do caos que estamos vivendo? Isso engloba ter fé (não estou falando de religião…), ter fé em si, nas pessoas e na natureza. Ser resiliente também é ser persistente. Seja!

• Paciência. Ser paciente é um desafio para mim, ainda mais se estou na TPM (hehe). Mas já percebeu que ser paciente é ter força? Respirar fundo e se permitir estar triste um dia, e se afogar num pote de sorvete não faz mal, e tá tudo bem fazer isso… UM dia.

E quando a leitura, algo que você mais ama está te afetando? Pois bem, vamos à minha história… Passei alguns meses sem ler basicamente nada e estou me sentindo perdida, inclusive a minha leitura está demorada e isso me irrita. Mas tenho que seguir meus próprios conselhos, certo? 🙂

Eu estou lendo um calhamaço e tenho dificuldade sim. O que eu faço quando não está fluindo?

• Liberdade. Há algo melhor do que ser livre e ter a possibilidade de fazer escolhas em um mundo cheio de opções?

Eu não vou forçar nada. Tudo tem que fluir como a água de um rio, compreendendo nosso próprio tempo e ritmo e usando de alternativas para o refúgio.

• Refúgio. Pode ser qualquer coisa. No meu caso é a escrita, mas e quando tenho bloqueio criativo? Vou para a leitura. Mas e quando não consigo focar? Vou para a música. E por aí vai.

Aonde eu quero chegar com esse post? Bom, é um desabafo mas também um alento para mim e quem mais precisar. Como estamos falando de leitura por aqui, afinal, sou uma blogueira literária, decidi indicar livros de poesia para momentos de tensão e tristeza. Leituras rápidas e curtas me ajudam a não exigir de mim mais do que eu devo. E assim vou seguindo… ✨

E você? Gosta de livros de poesias? Qual seu refúgio para os dias “trevosos”?

Boas leituras! 📖

Resenha #5 – Confesse

LIVRO: Confesse
AUTOR: Colleen Hoover
EDITORA: Galera Record
FORMATO: Físico
NOTA: ★★★

Confesse

Auburn Mason Reed… Eu esperava mais de você, menina!

Escolhi um livro aleatório da Colleen Hoover, fiquei interessada após ver tantas pessoas falando da autora. Se o hype prejudicou minha leitura? Não sei, talvez tenha criado expectativas demais e talvez os fãs de #CoHo me odiarão por avaliá-la com três estrelas mas sim, eu esperava mais!

Tudo começa no contexto da protagonista, ainda adolescente, se despedindo do seu namorado, Adam que estava à beira da morte. Bem drama adolescente de “meu primeiro e único amor”, but not… Passaram-se cinco anos e é aí que a história de Auburn é retratada. Ela se muda de Portland para o Texas e sem alguma razão aparente ela é submissa à ex-sogra, Lydia, mãe de Adam.

Um dia saindo de seu trabalho, Auburn passa por um ateliê de arte, o ateliê de Owen e aí eu gostei mais um pouquinho. Que ideia incrível de fazer arte através das confissões das pessoas, hein, CoHo? E sim, era exatamente assim que Owen Gentry se inspirava para seus quadros. Ele só abria sua galeria uma vez no mês e vendia praticamente todos os seus quadros. Inclusive, ao final do livro tem alguns exemplos de como seriam esses quadros se fossem reais e olha, belíssimos.

Mas voltando, a história retrata a intensa paixão de Auburn e Owen, que se conhecem quando ele a contrata para ajudá-lo na sua noite de vendas no ateliê. A atração foi instantânea e o romance, apesar de ser clichê, é bem representado pela ótima escrita de Colleen, sim fãs! A escrita dela é ótima!

Porém, percebo que as questões demoram um pouco para acontecerem, e o livro se estende mais do que o necessário. Talvez alguns segredos poderiam ter sido revelados antes. Sem muito spoiler, quando o primeiro segredo é revelado, eu não consegui parar de ler. Virei a noite para finalizar esse livro porquê eu queria saber qual era a conexão de Auburn e Owen, que também ligava Adam.

#Spoiler

E aí que veio a decepção… Eu esperava mais… Esperava um drama maior! haha Algo do tipo: “após Owen sofrer o acidente que levou sua mãe e irmão a falecerem, ele poderia ter sido hospitalizado e precisado de um transplante de coração e Adam ao falecer, ter doado o coração para ele.” Oh que legal? MAS NÃO! A conexão simplesmente era que através de Owen, Adam e Auburn puderam se despedir pela última (e milésima) vez, visto que o irmão de Adam, Trey, era um babaca e não queria deixá-los mais tempo juntos. E isso inspirou Owen a pintar o primeiro quadro, que ele deu para Adam e que optou por enviar para Auburn como se fosse dele. Bleh. Posso ter delirado nessa minha ideia dramática de transplante de órgão mas haha definitivamente eu esperava mais!

Sem mais delongas, calmem, calmem, calmem! Darei mais chances para Colleen Hoover! Algum livro da autora com mais emoção! haha Qual sugerem?

Comenta aí! 🙂

E até a próxima resenha!

De todos os erros que cometi…

Eu me perdi.

Eu me perdi para me encontrar.

Eu me perdi em um vale de tristeza e ganância para poder me encontrar em uma imensidão de sonhos honrosos.

Você deve estar se perguntando “O quê será que aconteceu com ela?”. Pronome “Ela”. E assim que fui chamada por alguns meses em meio a esse caos do ano de 2020. Nunca pelo meu nome, nunca falando diretamente comigo, nunca me reconhecendo, somente me desvalorizando. Para muitos “Ela” lembra aquela linda música da Julia Roberts em “Um Lugar Chamado Notting Hill”, mas nos meus pensamentos e recordações eu só lembro de como eu fui chamada, são lembranças que veem a minha mente e me provocam espasmos.

Esse ano todo eu percebi o quão adaptável eu sou à situações diversas mas também o quanto exigente estou quando se trata da minha saúde mental. Perdi um emprego no início do ano em meio à Pandemia, tive um prejuízo de R$ 5.000,00 ao optar vender meu computador para fazer uma reserva e pude perceber que nos meses que fiquei em casa, eu me reinventei. Reativei minha loja virtual e sim, recuperei tudo, financeiramente e emocionalmente falando.

Até que meado do ano resolvi voltar a escrever, ler e me aprofundar nesse universo literário. Parece que tinha me encontrado! E foi belíssimo ver, mesmo que com passos de formiguinhas, como o Escritas & Tal estava se desenvolvendo. E me dói olhar para trás e perceber que errei.

Erramos sempre, certo? Errar é humano. Mas me dói reconhecer que deixei meu sonho de me aperfeiçoar na escrita, na leitura e na literatura, por um empreguinho que só pagava as minhas contas e não me realizava em nada, absolutamente NADA. Ainda mais, que sugava TODA minha energia e tempo que mal podia me dedicar ao meu blog/instagram literário.

De todos os erros que cometi, desistir do meu sonho para pagar alguns boletos foi o pior. Eu já errei com amigos e amigas, namorados, família e comigo mesmo. Mas dessa vez eu interrompi um projeto embrionário que talvez eu tenha que começar do zero para recuperar. Para me recuperar. E recuperar nosso eixo não é um caminho fácil, e eu sei que acabei fora dele.

Talvez eu escreva mais sobre o que realmente aconteceu. Talvez sobre o que é assédio moral e abuso de poder, ou até ambiente de trabalho tóxico, o que nada tem a ver com o blog. Mas talvez eu conte reconquistando a minha escrita e voltando aos poucos a me aprimorar, não de onde parei, mas do começo de onde todos nós recomeçamos quando atingimos o fundo do poço. Lugar onde dessa vez não estive, mas que se continuasse e insistisse em algo que não era para mim, era onde eu ia chegar.

E agora? Agora é recuperar a inspiração, a criatividade e focar na superação, voltando a trilhar o caminho que eu tanto quero seguir, sabendo que irei me reinventar quantas vezes forem necessárias. Sem deixar meu maior objetivo de vida, que é continuar escrevendo, de lado.

Eu desabrochei.

Eu desabrochei para (re) florescer.

Eu desabrochei em meio à tanta pressão para poder florescer diante de tantas ideias e perspectivas que me rondavam.

Minha Vida na Ponta dos Pés – Parte IV

“Dessa vez eu tinha caído de verdade… E não tinha sido em um palco no Ballet. Eu estava na prisão!”

Atenção: Texto para maiores de 18 anos!

Eu estava deitada numa das camas estilo beliche da cadeia, olhando para aquele teto sujo e rabiscado, e pensando apenas em uma coisa: abismo. Sim, eu queria encontrar um abismo e me jogar dele. Eu estava na prisão havia apenas 5 dias mas já parecia que fazia 5 anos. Estava fazendo o que jamais eu pensei que fosse fazer algum dia na minha vida, abaixando a minha cabeça para todos à minha volta. E eu precisei cair, ir ao fundo do poço, ser descoberta e humilhada em público, para assim, perceber que o que eu mais preciso é buscar incessantemente uma melhor versão de mim.

– Sarah, Sarah! Cadê você, minha filhinha? – Podia escutar a voz do meu pai da cela.
– Senhor, o senhor não pode entrar aí! – Respondeu uma policial.
– Senhora, é minha única filha! Preciso vê-la, saber o que aconteceu! – Implorou meu pai.
– Querido, vamos conversar com o detetive, e vamos tirá-la daqui. Calma! – Pude escutar a voz da minha mãe também.

Neste momento percebi como a voz da minha mãe era doce e como meu pai estava ofegante pois me amava. E todos esses anos, eu os julgava por não estarem ao meu lado, mas na verdade eles sempre estiveram, eles faziam de tudo por mim. Que ingrata eu fui… Mas eu sabia que eles iriam me tirar desse lugar e eu ia abraçá-los com todo amor do mundo, eu ia me desculpar, ia recompensar todos esses anos de crueldade. Sim, eu fui cruel com meus pais, com a Beth, com meus amigos e conhecidos que foram bons para mim. Eu precisava mudar. Eu vou mudar!

– Sim, Senhor Morgan. Mas o que de fato aconteceu? – Perguntou meu pai ao detetive.
– Senhor White, a sua filha está sendo acusada de duplo homicídio. Ela tinha um caso com John Smith, um empresário bem famoso daqui de Manhattan. Ele e sua esposa Beatriz viviam no subúrbio, mas ele mantinha um apartamento para sua filha há um ano atrás, que foi quando as mortes aconteceram.
– Mas o que a minha filha disse? Eu tenho certeza que ela não matou ninguém! – Disse meu pai chorando.
– Senhor White, a Sarah disse que a Sra. Smith chegou no local e os viu juntos. Ela viu a arma e como a Sra. Smith estava muito nervosa, ela tentou tirar da mão da esposa do Sr Smith, o que ocasionou o disparo da arma diretamente no peito dele. Além do mais, disse Sarah que ao ver seu marido caído, a Sra. Smith não resistiu e se matou.
– Então foi legítima defesa, Senhor Morgan! – Refutou meu pai.
– Senhor White, concordo. Mas a Sarah fugiu. Isso faz dela uma suspeita. Uma antiga colega dela, chamada Jasmine, estava no café em frente ao prédio e a viu saindo naquela noite, assim como as câmeras do Loft também registraram sua fuga. Isso complica demais a situação dela. – Respondeu o detetive.

Como pude ter sido tão tola, fútil e insensível? O que aconteceu comigo? Eu era a “menina doce da vovó” e olha no que me transformei. Nos meus maiores medos de infância. Eu me transformei em tudo que não gostaria em uma pessoa: ingrata, sem valores, perdida e vestindo um macacão laranja horroroso que me lembrava toda hora que dessa vez eu tinha caído de verdade… E não tinha sido em um palco no Ballet. Eu estava na prisão!

– Tudo bem, Senhor White. Então ela não irá a julgamento. Mas precisa retornar à Montana e cumprir trabalhos comunitários. Ela será réu primário de qualquer maneira, pois ela fugiu enquanto poderia ajudar em uma investigação. Mas conversei com os peritos e realmente há marcas de digitais da Sra Smith no revólver. E no apartamento achamos câmeras, pudemos ver, ela estava falando a verdade, ela não teve intenção de matá-los. Isso salvou sua filha, Senhor White! – Explicou o detetive.
– Muito obrigada, Sr Morgan! Muito obrigada! – Meus pais agradeceram chorando.

Quem diria que agora eu estaria aqui… Retornando para Montana graças aos meus pais que eu tanto reneguei e que deram tudo para me tirar da encrenca que me meti. Estou sem nada. Sem minhas roupas, minhas jóias, sem minha reputação. Estou olhando as nuvens pela janela do avião, e do outro lado vejo meus pais, aqueles que eu podia sempre ter contado e me recusei por pura imaturidade. Precisei querer me jogar em um abismo, precisei chegar ao fundo do poço, ser humilhada, para perceber quem eu realmente quero me tornar: sensível, verdadeira, humilde, íntegra, cordial e empata. Eu sei que parece estranho, ou talvez até hipócrita, uma pessoa tão baixa como eu fui todos esses anos, mas sim, eu quero mudar e vou começar do zero em Montana, de baixo, mas do zero e voar, dessa vez, com asas de anjo…

Já conseguia ver a bela paisagem de Montana daqui de cima… E aspirar todas as mudanças que quero começar em mim. Será que vou conseguir me tornar uma pessoa melhor em Great Falls?

Soneto de Sororidade

Mulher na Literatura – Camiseta da marca Poeme-se

Durante a infância que vivi,
se tivesse-me havido mais união,
ou até mesmo mais opinião,
Hoje reconheço o quanto sobrevivi.

Mas, de nem tudo me foi negado,
minha infância foi moldada de amor,
repleta de carinho, incentivo e calor,
E por isso aqui estou para deixar o meu legado.

Cresci com tanta falta de sororidade,
alienada à diversas questões,
nas quais precisei buscar aprender,

veracidades a respeito da diversidade;
Oh, que mudança! Lhe digo que ao aceitar sugestões,
De mim floresceu a mais bela cumplicidade.

(Carla Magalhães)





Minha Vida na Ponta dos Pés – Parte III

“Você fez sua escolha, agora aguente as consequências.”

Atenção: Texto para maiores de 18 anos!

– É aquela bailarina, Senhorita Jasmine? – Indagou um policial enquanto me apresentava.
– Sim, é ela mesma, Senhor Policial. Ela que eu vi saindo com malas no dia da morte do homem que o senhor perguntou! Eu estava do outro lado da rua e a reconheci pois estudamos juntas! – Respondeu uma menina que parecia que a conhecia de algum lugar.

Espera! Eu conheço ela! É a Jasmine! O que ela está fazendo na minha apresentação no New York City Ballet? Meu grande dia! Eu era a bailarina principal! E com um policial? Como essa vadia me encontrou? – Me questionei conforme dançava “Dance of the Willis”, de Adolphe Adam. Sim, era dia de Giselle. Eu precisava me concentrar…

# Um ano antes…

– Parabéns, Sarah! Você é divina dançando! – Disse meu professor da Escola de Ballet de NYC após minha primeira apresentação como bailarina oficial.
– Obrigada, Scott! – Corri para abraçar ele.

Scott era casado com Brígida, uma bailarina que ficou conhecida por todos pela sua atuação em Swan Lake nos anos 90. Bom, ela esteve no auge do sucesso com essas apresentações. Agora era a minha vez, minha e do Scott…
O que foi? O casamento deles já não andava bem há muito tempo. Eu só queria me divertir um pouquinho…

– Scott, você me acha melhor que a Brígida? – Perguntei para ele enquanto estávamos deitados na cama.

Ele ficou calado. Scott era um homem de 44 anos, que teve sua carreira toda fazendo par de Brígida. Eles tinham mais de 20 anos de carreira. Percebi que o silêncio dele foi uma resposta. Mas ele não se calou por tanto tempo…

– Sarah, que necessidade é essa de sempre se comparar e ouvir que é a melhor? – Scott me questionou e me fez congelar com essa reflexão.
– E…E…Eu não tenho necessidade de me comparar, e bom, eu sei que sou a melhor de todas bailarinas! – Respondi mas com insegurança.

Ele levantou. Se vestiu, e me disse:

– Eu e a Brígida construímos uma carreira e uma vida juntos há quase 30 anos. Você realmente quer se comparar à ela? Pense bem. Você precisa ser mais humilde. E por hoje chega. Se arrume e vai para seu alojamento. Estou cansado e vou para casa.

Eu saí de lá aos prantos, percebi como tudo me afetava. E o Scott não estava errado, eu sempre queria provar que era a melhor. Por que sempre perguntava da Brígida? Lembrei da Jasmine, do High School… Poderíamos ter crescido amigas e unidas, mas sempre fomos rivais porque eu não aceitava ser a segunda melhor. Nunca. E agora, estou entendendo que eu nunca serei A Melhor para o Scott.

Tive um ano incrível em Nova York depois do que aconteceu com o John e a sua esposa. Aquele casal maluco! Mas enfim, depois que fui aprovada na audição da Escola de Ballet daqui, toda minha vida começou a melhorar. Treinava de segunda a sexta. Quase não comia e quando comia, às vezes colocava para fora, até porque eu não podia engordar 100 gramas, né? Sempre fui muito “disciplinada” com isso. Mas quando morava em Montana, a Beth enchia o prato para mim, eu até comia, mas acho que ela sabia que eu vomitava tudo, pois sempre corria para o banheiro quando acabava a refeição. Um dia ela até me questionou, mas mandei ela cuidar da vida dela…
Às vezes tenho saudades de casa, mas a maioria não. Meus pais chegaram a me procurar, mas eu não quis mais contato. Eles disseram “Se é essa a sua escolha, nós respeitaremos, Sarah!”. Até o Phil me ligou! Como ele arrumou meu número eu não sei, não usava redes sociais com fotos minhas. Sim, eu não queria ser encontrada. Estava muito bem vivendo no meu mundo perfeito na cidade mais linda do mundo…

# De volta para o dia da apresentação no New York City Ballet…

Todos os espectadores se assustaram ao fim do primeiro ato, a apresentação teve que ser interrompida pois o auditório estava cheio de policiais. Foi muito estranho… Todos se levantaram após a informação da interrupção da apresentação. Fiquei assustada. O que será que tinha acontecido? Até que quando o auditório estava vazio e todo o elenco dispersado, um policial subiu no palco e veio diretamente em minha direção.

– Senhorita Sarah White? – Questionou o policial.
– Si… Si… Sim… O que está acontecendo? – Respondi gaguejando pois suspeitava que poderia ser algo sobre o John.
– Senhorita Sarah White. A Senhorita está presa pelos assassinatos do Sr. e Sra. Smith.
– Como assim? Eu não matei ninguém! – Respondi firmemente. – Eu tive um caso com o John sim mas a Sra Beatriz descobriu e nos encontrou juntos e ela se matou.
– Isso veremos na delegacia com o Detetive responsável. No momento a senhorita está presa!

Sabem aquela música da banda “The Verve, Bitter Sweet Symphony“? Pois imaginem ela em suas mentes agora. Querem saber o que aconteceu? Bom, eu saí de uma das mais importantes apresentações do New York City Ballet… De algemas diretamente para a cadeia. Vestida de bailarina com a minha sapatilha de ponta para um tênis preto e um macacão laranja no estilo Orange is The New Black. E só consigo lembrar da Jasmine gritando enquanto todos olhavam para mim na saída do espetáculo catastrófico: “Você fez sua escolha, agora aguente as consequências.”

Eu mereci ouvir aquilo. Jasmine não estava errada. Eu fui muito cruel com todos à minha volta. Eu só pensava em mim! E agora eu estou aqui, em uma ala feminina na Penitenciária de Nova York, sendo humilhada e desprezada por mulheres de baixo escalão. Tendo que lavar o banheiro com minhas próprias mãos e dormir com as baratas. Sofrendo com as diversas tentativas de me tocarem, com essas lambidas nojentas pelo meu corpo, escutando “Eu quero essa Patricinha para mim”. Será esse meu fim? O que será de mim agora?

O que eu mais quero no momento? Voltar para Montana e consertar todo mal que eu fiz...

Resenha #4 – Aladim | Aladdin

LIVRO: Aladim
AUTOR: Nova versão do Conto Clássico de “As Mil e Uma Noites”
EDITORA: Zahar
FORMATO: Físico
NOTA: ★★★★

Foto Autoral – Aladdin & Princesa Jasmine

Caros Leitores,

Essa não é só uma resenha, é na verdade toda minha perspectiva sobre esse Conto de As Mil e Uma Noites no qual sou apaixonada, talvez, desde que nasci. Aladdin da Disney é de 1992, coincidência ou não? Não sei, mas é o ano que eu nasci, é a princesa que me inspira desde que eu era criança. Nossa, como sou apaixonada por essa história e toda cultura presente nela!

Inclusive, eu tive aquela Lâmpada Mágica da marca Chamyto, que você esfregava na lateral e escutava: “Eu sou o Gênio da Lâmpada! Vamos brincar?” Quem lembra? Eu adorava!

Anos 90 – Promoção Chamyto

Ainda, em dezembro de 1996, quando eu tinha apenas 4 anos, comemorei meu aniversário vestida de Princesa Jasmine. Por que? Porque era o meu desenho preferido! Aladdin e toda aquela cultura árabe que permanece em mim até os dias de hoje! E olha, eu nunca vou esquecer desse dia por mais novinha que eu fosse na época! Na verdade, lembro mais pelas fotos, mas foi tão marcante que eu lembro sim de muitas partes, como a decoração e da minha roupa linda! ❤️

“Os momentos especiais de hoje são as memórias de amanhã.” 

Meu niversário de quatro anos – Tema Aladdin – Eu e minha linda Mãe

Já perdi o foco da resenha! rs Estava tão animada para trazer essa minha conexão com a história de Aladdin que diferente de quando eu tinha apenas quatro anos, hoje eu vejo sob uma ótica muito mais madura.

Mas vamos à Resenha do Clássico Zahar, que super indico para quem quer uma outra realidade do Conto.

Primeiro… Esquece o Aladdin da Disney! Ok, a Disney sempre adapta versões de histórias para suas perspectivas e assim, atrair o espectador. Isso é um fato. Mas o Conto original não tem absolutamente nada a ver, tanto o desenho de 1992 quanto o sensacional Live Action de 2019.
Segundo, tenha em mente que esse conto árabe foi traduzido pro francês, do francês para o inglês e aí sim para o português. Muitas adaptações podem ter ocorrido, mas essa edição da Zahar busca ser muito fiel à versão original.

Bom, quanto à verdadeira história de Aladim do Conto de “As Mil e Uma Noites”, esta foi na realidade contada verbalmente, e não escrita em si à priori. Por isso que não temos um autor definido. O Editor da #Zahar, Paulo Lemos Horta, deixa bem claro ao dialogar sobre a obra as seguintes questões:

“As narrativas originais de As Mil e Uma Noites […] eram relatos urbanos das intrigas de homens e mulheres.”

“A história compreende, portanto, muito mais do que os filmes que a Disney sugere.”

Isto mostra como o próprio Editor foi muito fiel ao introduzir todo o Conto para o leitor, principalmente aqueles que começam a ler com a expectativa de ser uma narrativa idêntica à da Disney. O que mais uma vez enfatizo, essa edição da Zahar não é uma réplica da história da Disney. Então vamos lá…

O Conto é narrado pela “voz” feminina de Sherazade, uma lendária Rainha Persa que retrata as histórias dos Contos de “As Mil e Uma Noites”. Inclusive, é interessante que se faça uma busca sobre sua persona, tão importante para a literatura árabe quanto qualquer outra, rica em conteúdo, cultura e detalhes – recomendo o Box “As Mil e Uma Noites” para quem se interessar em se aprofundar nesse universo Arabian.

Aladim nesse conto trata-se de um menino que é filho de um alfaiate, um homem que esperava que seu filho seguisse sua profissão (o que era comum), mas o menino era muito malandro e preguiçoso. Quando seu pai faleceu, somente permaneceram ele, a mãe e os irmãos. Além disso, o Conto se passa no que se chama de “China” no livro, que seria uma região realmente próxima da China mas com elementos islâmicos.

A reviravolta do Conto ocorre com a história da Lâmpada. Um feiticeiro instiga Aladim para este ir atrás desse tesouro em uma caverna. E ele foi e ficou preso nela. Encontrou vários desafios, e diferente da Disney, o Gênio, na realidade são criaturas que não são “boas”. Podemos dizer se tratar de um Conto com mais ação, pelo que se foi transpassado, o Conto foi relatado pela Sherazade para que esta ‘enrolasse’ o Sultão. Bom, uma história para outro momento…

No mais, minhas últimas considerações: Sim, eu esperava o típico clássico da Disney. Mas também sim, eu me surpreendi bastante com a riqueza do verdadeiro Conto de Aladim, não apenas com aqueles encantos que a Disney proporciona, mas com todo detalhe cultural e essência de um dos contos de “As Mil e Uma Noites”. Nota 4 porque não superou minhas expectativas, obviamente, mas engrandeceu bastante minha perspectiva sobre Aladim e cultura árabe no geral. 🙂

Se interessou pelo livro e quer adquirí-lo? Sabia que você pode ajudar o meu Blog Literário Escritas & Tal?

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Até a próxima resenha! 🧞

Minha Vida na Ponta dos Pés – Parte II

“Eu tinha uma vida que muitos queriam ter e não a escolhi.” – Sarah White

Atenção: Texto para maiores de 18 anos!

Nova York, a maior cidade do meu país, a maior cidade dos Estados Unidos da América. Tão movimentada quanto blasé. Ninguém te olha nos olhos, ninguém percebe que você precisa de ajuda, ninguém vê que a tristeza choca, simplesmente todos só querem olhar o lado lindo que essa cidade possui, e realmente ela é linda vista aqui de baixo… Mas deve ser muito mais bonita vista de lá de cima, do Empire State Building. Eu realmente acreditei que iria o conhecer tão breve, assim que passasse na audição da Escola de Ballet. Mas não. O que estou fazendo aqui com $20?

– Oi, gatinha. Quanto você tá cobrando? – Perguntou um senhor na parte de trás de um carro de luxo, do estilo dos meus pais.
– E…E…Eu? Cobrando o quê? – Indaguei
– Rá. Uma menina tão bonita, bem vestida, somente com uma mochila, sozinha aqui debaixo dessa ponte perambulando… O que acha de entrar no carro e irmos a um bar?

Eu não tinha dinheiro nem para uma refeição do tipo que eu costumava fazer, não tinha como arcar com transporte particular, como eu costumava ter. Na verdade, eu não tinha nem algo para comer ou beber. Só um sanduíche mofado de dois dias… Que me dava náusea. Eu estava com fome, precisando de um banho, e bom, de dinheiro. O que demais teria em trepar com esse velho?

– Aí! Para começo, são $200 o boquete e $500 o serviço completo. E mais, quero ir no melhor hotel da cidade e antes de tudo, tomar um banho bem relaxante numa banheira. É pegar ou largar.
– Entra! – Disse o velhote que eu mal conseguia ver o rosto.

Cheguei no hotel, tomei um banho relaxante e dei pra caralho pra aquele velhote! Com certeza deve ter tomado a ‘azulzinha’… Não é que o velhote meteu 5 vezes na mesma noite? E eu? Saí de lá com $500! E foi aí que começou… A minha saga de Prostituição em NYC… E algumas coisas mais…

Todo dia era um homem diferente, alguns gatos, outros com esposa, alguns só queriam que eu os escutasse (que saco!), mas o pior era os velhotes mesmo. Em uma semana dei para 10 caras diferentes. Calculou aí quanto eu juntei, né? Comprei roupas luxuosas e aluguei um pequeno quarto num hotel. E todo dia eu tomava um belo café da manhã na cafeteria da esquina, e a partir das 10h começava a andar pela rua e sair com os caras que paravam. Percebi que existem ruas em NYC vazias, e essas eram as que eu estava, lá aguardando mais um dinheirinho entrar.

Impressionante como cada foda que eu tinha com homens que nunca havia visto na vida, eu pensava: “Eu tinha a vida que muitos queriam ter e não a escolhi.” Até que eu conheci o John… John Smith. Era um coroa de uns 45 anos, gato pra caralho, tinha um corpo maravilhoso e um cabelo grisalho tão macio. Ele era advogado, não, quero dizer, ele tinha um escritório de advocacia próprio, e me levava para os melhores hotéis da cidade. Bom, começamos a sair todos os dias depois do trabalho dele. Era um saco aquela mulher dele ligando… Mas ele sempre dava uma desculpa que estava em reunião… Homens não são criativos, né? Sugeri a ele que mudasse as desculpas de vez em quando, e ele dizia “Você é esperta, garota!”.

Depois de um mês nas ruas de Nova York, eu já estava há seis meses com o John. Ele alugou um apartamento para mim em frente ao Central Park, todo em vidro. Puta merda, que lugar lindo visto aqui de cima! Ele ainda deixou um espaço com uma barra para eu praticar ballet, ou seja, não estava perdendo a prática e estava treinando bastante para a nova audição que aconteceria em fevereiro… E eu estava super preparada! Não era tão ruim ser acompanhante de luxo… Algumas vezes trepava com outros caras, dinheiro nunca é demais, né? Mas o John tinha muito ciúmes, ele me queria só para ele. Porra, eu era uma puta!

– Me deixa, porra! – Disse para ele um dia que chegou puto porque viu um cara saindo do apartamento.
– Te deixo o caralho, sua puta! Eu não te pago para tu trazer homem pra cá! Eu te pago pra tu ser só minha! – E me agarrou com força rasgando a minha lingerie…

A gente sempre brigava e sempre fazia as pazes. Esse velhote não resistia a mim, quem resistiria? Eu sou a puta bailarina mais linda dessa merda de cidade, e no próximo mês eu vou passar na audição da Escola de Ballet e me livrar disso tudo.

Até que dois dias depois, a maluca da mulher dele apareceu no apartamento…

– Não, não, não, John! Por que? – Perguntou Beatriz, a vaca da mulher dele. Ela descobriu e pegou a gente no flagra!
– Não, Triz, não é isso que você tá pensando! Abaixa essa arma!
– “Não é o que estou pensando? Eu estou vendo! Você acha que eu sou burra?” – Respondeu a maluca tremendo com aquela arma na mão.

Quando eu vi que ela não ia atirar, eu fiquei esperando o momento certo para tirar a arma daquela boçal. Mas a arma disparou… No John, com as minhas mãos. E ela não aguentou e se matou… Mano, ainda bem que eu deixava as minhas coisas sempre arrumadas. Meti o pé dali em cinco minutos e peguei um táxi para o mais longe que pudesse avistando a polícia chegando. John… Foi tão bom para mim… Até caiu uma lágrima do meu olho no táxi. Mas logo falei para o motorista “Vamos para o Greenwich Hotel, por favor!” Precisava me distanciar do Central Park. Mas eu sou muito foda, nada estava no meu nome e ninguém nunca me via… Para todos os efeitos, eu era só uma hóspede indo embora.

Cheguei no Greenwich Hotel, um pouco afastado da cidade… Naquele dia eu chorei até dormir. Por um momento eu pensei… “Eu matei uma pessoa!”… E dormi, dormi, dormi… Por dois dias seguidos. Até que acordei e voltei a treinar para minha audição, foquei nisso, e consegui esquecer um pouco essa loucura toda.

#Dia da Audição

– Sarah White, favor se apresentar! – O avaliador me chamou…

Dancei “Clair de Lune” de Claude Debussy… E vi aplausos de pé de todos os jurados! Foi um dos melhores momentos da minha vida…

~ Dicas de Livros para ler em um dia! ~

Meus Livrinhos

Olá, pessoal! Como vão?

Ainda estamos no inverno no nosso Querido País, e em quarentena. Bom, acredito que a maioria.
Então, já se perguntaram em algum domingo ou qualquer outro dia, daqueles frios, chuvosos, um pouco solitários… “O que vou fazer hoje?” 

Pois bem… Que tal passar uma leve tarde lendo um livro inteiro? Isso mesmo! Um livro todo! E é possível! 🙂

Olhando para minha estante, selecionei cinco livros nos quais vocês poderiam se inspirar e ler em 24 horas ou menos. Dos mais diversos gêneros. (Muitos eu li em Kindle e pretendo resenhar em breve, ok?!) 

Vamos então aos livros? Sem spoilers e nem sinopse. Quero deixar vocês curiosos para pesquisarem e entrarem no universo de cada um! Hehe 

Lista:

Coraline – Neil Gaiman: É um terrorzinho de menos de 200 páginas e super leve, trata-se de uma garota que cansada da falta de atenção de seus pais, decide explorar e acaba por descobrir muitos mistérios.
O Papel de Parede Amarelo – Charlotte Perkins Gilman: Trata-se de um Conto da Literatura Americana Feminista. É muito interessante pois retrata a saúde mental da mulher do século XIX.
Aladim – As Mil e uma Noites: Enaltecendo essa edição lindíssima da @editorazahar. São 144 páginas apenas desse Conto Clássico adaptado de As Mil e Uma Noites. A história? Quem não conhece, né?
A Metamorfose – Franz Kafka: Uma novela escrita em 20 dias! Isso mesmo! Kafka, né mores? Retrata um homem que foi metamorfoseado num inseto monstruoso e narra as angústias de Gregor Samsa e questões de sua família.
O Pequeno Príncipe – Antoine de Saint-Exupéry: Livro infantil? Não somente! Com tantas reflexões, traz ensinamentos de amor, resiliência, perseverança, dentre outros. Clássico que pode ser lido em poucas horas.


E você? Já leu algum desses livros? Me diz o que achou! Se ainda não leu, tem vontade de ler algum? E o que acha de iniciar e finalizar um livro em um dia? Me conta aí! Deixe seu comentário!

Até a próxima!

Beijos,

Carla Magalhães 🤍

Resenha #3 – O Pequeno Príncipe

LIVRO: O Pequeno Príncipe
AUTOR: Antoine de Saint-Exupéry
EDITORA: Harper Collins
FORMATO: Físico
NOTA: ★★★★★

Foto autoral – O Pequeno Príncipe

Se tem um livro que não posso deixar de opinar no Escritas & Tal, esse livro se chama “O Pequeno Príncipe” de Antoine de Saint-Exupéry, o famoso “Le Petit Prince”, tão clichê quanto necessário de se ler. A minha paixão por livros não iniciou na infância e sim no fim da adolescência, já quase adulta (na infância somente a escrita, pois a imaginação era fértil mas a concentração não – risos), por isso não conhecia “O Pequeno Príncipe” desde sempre. Mas foi em 2012, numa viagem para Paris, França, que saindo de algum dos belíssimos museus que lá tive o privilégio de visitar, olhei para essa caneta da foto e esse Princepezinho me encantou! Vi na loja de souvenir escrito “Le Petit Prince”, e pensei “Ah, que fofinho, vou levar!”… Nem imaginava que aquela caneta seria o ponto de partida para conhecer uma história de tamanha grandeza, uma vez que naquele mesmo ano, na Bienal do Livro, eu finalmente tive esse livro incrível em mãos. E meu xodó, reparem no exemplar de “Mini Livro” que tenho também. Fofíssimo!

Bom, vamos ao que interessa… Releituras são importantíssimas. Fiz esta recentemente para trazer minha perspectiva do livro para vocês e espero fazer mais releituras desse livro quando estiver mais velha, nossa visão sempre muda com a maturidade. Não sou mais a mesma Carla de 20 anos, e estou em constante busca de uma melhor versão de mim, e assim, até o último dia da minha vida, que espero que demore muuuito para chegar! 🙂

O Pequeno Príncipe. Um livro de criança sim, um livro de adulto também. Um livro para todas as idades, para todas nossas fases, para lembrarmos dos nossos princípios e valores, nossas virtudes e defeitos e especialmente, lembrarmos que sacrifícios são necessários, que nem sempre a “grama do vizinho é mais verde” e que não devemos esperar perder algo ou alguém para darmos seu devido valor. Um livro essencial na aprendizagem, na busca por maturidade e sim, daqueles livros que todos nós devemos ter na nossa estante.

Apesar de ser curto, rápido e objetivo, no qual eu gostaria de desmembrar várias passagens, eu vou focar no capítulo mais importante e conhecido, no sentido de ter mais peso do saber, é indispensável que seja retratado com bastante delicadeza e notabilidade, típico da literatura francesa que nos encanta desde sua origem.

Vamos diretamente ao capítulo XXI, a renomada parte do Príncipe com a Raposa, e da sua reflexão de como deveria cuidar de sua flor, àquela que habitava seu Planeta…

– Que quer dizer “cativar”?
– É algo quase sempre esquecido – disse a raposa. – Significa “criar laços”…
– Criar laços?
– Exatamente – disse a raposa. – Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo…

E no final do capítulo, após tornarem-se amigos, a raposa revela um segredo ao principezinho, que percebeu que cativar é amar, e que ele amava a sua rosa…

– Adeus… – disse ele.
– Adeus – disse a raposa. – Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos. […] Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu é responsável pela tua rosa…

A grandeza de ensinamento que essa passagem nos passa é como a raposa disse, simples. Mas muitas vezes não enxergamos pelo tolo fato de não nos deixarmos ver a vida com o coração. A vida, a natureza, a família, os amigos… O nosso próprio Planeta!… Se nos empenharmos nessa filosofia, vemos que a simplicidade começa com as aquarelas representadas pelo próprio autor, que não era nenhum artista profissional, mas conseguiu, a partir de desenhos singelos, expressar que não é preciso muito para termos o que mais importa em nossas vidas. Paz de espírito, amor (próprio e ao próximo), respeito e princípios.

Por fim, gostaria de indicar uma pesquisa para vocês, caros leitores… Sim, trabalho de casa! – risos… Que tal ver a biografia de Antoine de Saint-Exupéry? Um pouco de #spoiler… Esse livro faz tanta referência ao amor que tivera mas não sabia dar valor, assim como o principezinho com sua rosa. Ainda, às experiências como realmente piloto que foi, pois sim, ele sobreviveu à uma queda de avião. E quem seria então a representação do querido O Pequeno Príncipe? Sim, Saint-Exupéry. Que precisou sair do seu “planeta” para voltar e saber o que é “cativar” a sua “rosa”.

Deixo o final da reflexão com vocês! Mas com uma ressalva… Vamos enxergar mais com o coração do que com os olhos e mais como crianças do que como adultos?

Se interessou pelo livro e quer adquirí-lo? Sabia que você pode ajudar o meu Blog Literário?

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Até a próxima resenha!